Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) nasceu em Lisboa a 19 de Maio de 1890. Foi poeta, contista e ficcionista, um dos grandes representantes do Modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração de Orpheu. Com Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, Armando Cortes-Rodrigues, Alfredo Guisado, entre outros, fundou a revista modernista Orpheu, que veio a ter um papel fundamental na renovação da literatura portuguesa do século XX. Em 1911 vai para Paris, com o objectivo de continuar os estudos de Direito na Sorbonne, mas acabou por dedicar-se sobretudo à vida de boémia. Da sua obra fazem parte: Amizade (1912); Princípio (colectânea de contos, 1912); A Confissão de Lúcio (novela, 1914); Dispersão (poesia, 1914); Céu em Fogo (novelas, 1915). Já depois da sua morte foi publicado, em 1937, o livro de poesia Indícios de Oiro. Sá-Carneiro suicidou-se em Paris, a 26 de Abril de 1916.